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Cibersegurança Por Redação Expresso Empreendedor

Ataques cibernéticos usam videochamadas sintéticas para clonar identidades e invadir empresas

Relatórios de cibersegurança alertam para ofensivas avançadas que simulam processos de contratação para plantar malwares em redes corporativas.

Analista de cibersegurança monitorando tela de videoconferência com software de detecção biométrica facial
Criminosos usam avatares em vídeo e voz sintetizada para simular reuniões de trabalho. Foto: Acervo Expresso Empreendedor. Termos de uso.

O vetor de ataque mais frequente envolve a simulação de processos seletivos ou reuniões de alinhamento com supostos parceiros comerciais. Após estabelecerem confiança em chamadas curtas de vídeo, os atacantes solicitam que o colaborador faça download de um projeto ou execute um script de teste que infecta a estação de trabalho.

A sofisticação do método preocupa analistas porque os criminosos não utilizam mais apenas phishing genérico por e-mail, mas encenam conversas completas durante semanas para driblar as defesas comportamentais das equipes.

Relatórios técnicos recomendam o isolamento imediato de ambientes de teste e o estabelecimento de validações por múltiplos fatores fora de canais de chamada para qualquer envio de credenciais ou permissões de rede.

O que muda para quem empreende e trabalha com tecnologia

O risco atinge diretamente pequenos e médios negócios, que muitas vezes confiam que uma simples conversa em vídeo comprova a legitimidade de um interlocutor. É fundamental instituir uma regra rígida na operação: nenhuma máquina que acessa contas bancárias ou bancos de dados de clientes deve executar códigos ou arquivos enviados por terceiros sem validação de segurança.

Apuração e cobertura pela Redação do Expresso Empreendedor com base em relatórios setoriais e dados públicos da indústria.